E foi assim que cheguei à conclusão que minha ansiedade estava em seu auge. Olhei para as minhas unhas e vi aquela cena horrorosa que me rondou por anos. Tudo um cotoco, quebradas, roídas, HORRÍVEIS. Logo me lembrei do álbum de casamento que há uns 5 anos atrás eu vi e me fez parar de roer unhas. DEUS! Não posso encontrar um marido com as mãos neste estado, como irei tirar aquela foto linda mostrando a aliança?
Não sei para vocês, mas para mim, um ponto particularmente intrigante é a “origem” da ansiedade. Como sou uma pessoa curiosa e, ultimamente, não tenho dormido direito por causa desta maldita, fui procurar algo sobre. A ciência e, antes dela, a filosofia ensaiaram algumas explicações. Na Grécia antiga, Hipócrates já tratava como problema médico. No século 19, Soren Kierkegaard a dimensionou como um “achado” da humanidade na obra “O conceito da angústia” – para ele, a ansiedade libera o potencial do indivíduo diante da liberdade. Já no fim do mesmo século, o primeiro a falar em ansiedade da maneira como a conhecemos foi Sigmund Freud e, ainda assim, com uma definição bem pouco precisa: ansiedade é o medo de “algo incerto, sem objeto”. Até Charles Darwin remeteu ao conceito, como dado importante para a evolução. Mas o significado mais aceito hoje vem de um psiquiatra australiano Aubrey Lewis que, em 1967, descreveu o termo como “um estado emocional com a qualidade do medo, desagradável, dirigido para o futuro, desproporcional e com desconforto subjetivo.”
E por falar em falta de sono, levantei rapidamente e fui direto pra frente do espelho. Para piorar tudo, minhas olheiras estão enormes! É nesta hora que tenho ódio em lembrar que já nasci com olheiras. Sim, nasci! Herdei do meu pai e quando não durmo... só Jesus na causa. Pensando cá com meus botões, negócio vai ser entrar na faca!
Sinceramente, esses conceitos são bonitinhos demais para mim. Acho que meu conceito é muito mais interessante: a ansiedade é a experiência de ser atirada para dentro do mundo! É você criar expectativas, é ter um sentimento incômodo projetado para o futuro. É a expectativa das pessoas sobre você. É aquela sensação de querer que tudo fosse diferente, mas a realidade teima em permanecer sendo outra.
E pra piorar tudo, sou mulher! Ai que vontade de me acabar novamente num pacote de biscoito de chocolate recheado. Dia desses li que de acordo com pesquisas, mulheres costumam sofrer mais de ansiedade que os homens por dois motivos: o primeiro é hormonal (maldito período pré-menstrual em que nosso cérebro fica privado de duas substâncias calmantes e antidepressivas: estrógeno e progesterona); o segundo é social, pois somos, desde pequenas, treinadas a externar nossas sensações/emoções normalmente.
Normalmente? Aliás, hoje passei o dia inteiro angustiada. Resolvi ir pra academia, no caminho ouvindo rádio, comecei a chorar! É normal alguém chorar ouvindo propaganda no rádio? Acho que essa pesquisa aí é totalmente descabida.
Cheguei à conclusão que a falta de sono, roer as unhas, comer compulsivamente e saber que a decisão sobre meu destino está nas mãos de uma única pessoa estão me fazendo ficar louca!
Por fim, alguém, por favor, me chame para tomar um vinho, acho que é isto que estou precisando!
(Texto totalmente sem pé nem cabeça!)
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