sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A pedrinha da sorte



Dia 27 de novembro de 2012, dia comum como todos os outros a não ser por uma notícia que aparentemente era bem inútil.

Site da Globo.com – meninos refazem foto de quando eram crianças e mostram que seus desejos se realizaram. A foto era simples, dois meninos. O menor estava vestido de bombeiro e outro, mais velho, pelo que pude perceber vestido de oficial do exército ou algo semelhante. Depois de anos eles refizeram a mesma foto, mas desta vez os dois realmente tinham alcançado o sonhado desejo de se tornarem bombeiro e oficial do exército.
Incrível como uma notícia tão inútil me fez pensar bastante sobre a minha vida. Nem se eu quisesse recriar uma foto antiga, eu poderia, afinal nada do que imaginei se concretizou. 
A verdade é o seguinte, acho que entrei na crise dos trinta. Quem disser que nunca passou ou que nunca passará, desculpe-me ser bastante sincera, mas, SIM, você passou ou irá passar por esta crise. Pode ser aos 29 ou até aos 32, mas que bate um desespero, bate! Umas passam super bem e nem sentem, outras, como eu, passam e sofrem!
Sofro pelo simples fato de querer ser MÃE, de querer morar sozinha, de querer viajar, de querer ter o emprego que tanto sonhei, de querer estar feliz, de querer ser feliz, por querer mudar de cidade, por querer conhecer pessoas novas com outros conceitos, enfim é um sofrimento que as pessoas não entendem, mas o que eu posso fazer se o que se passa dentro de mim é tão confuso?
E neste turbilhão de sentimentos, aparece um ser tão pequeno e iluminado chamado Marcelo Yukio, meu sobrinho. Na sua inocência, me vendo triste dentro do quarto, me entrega uma pedrinha e diz:
- Titia Nana, esta é a pedrinha da sorte. Tudo o que você quiser, pede pra ela que todos os seus desejos irão se realizar!
Com estas palavras ele me tirou lágrimas dos olhos e me fez ver o mundo da forma que ele próprio vê: simples!
A partir de hoje, a pedrinha da sorte irá andar comigo, pois se ele falou, vai dar certo! Meus desejos irão se realizar!

Por Ana de Oliveira (tia mais boba e chorona do planeta)





Texto escrito no dia 27/11/2012

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Cansei desta vida de gente grande!


Estes dias estava pensando como o tempo passa e como a vida vai complicando.
Dia desses eu era uma criança "catarrenta" correndo de um lado para o outro. Subia nas árvores, brincava na rua de queimada e a única coisa que me preocupava eram os "deveres" de casa que a tia mandava fazer .(Deveres de casa, aqueles de seguir pontinhos com o lápis, pintar os desenhos um de cada cor, etc... suuuuuper difícil)!
Aí, o tempo foi passando. A criança que com 10 anos tinha 1,70 de altura, foi virando "mocinha", aborrecente, adolescente. Primeiro grau, segundo grau... O incrível é que quanto mais o tempo passava, mais velha eu queria ficar.
Quem nunca ficou torcendo para fazer 15 anos e viajar pela primeira vez sozinha, com os amigos e, ainda por cima, pra fora do Brasil???
E quando chegávamos aos 17 anos, torcíamos pra chegar logo o dia de fazermos 18 anos para podermos tirar a carteira de motorista e ganhar aquele carro que a gente sempre sonhou.
É, bem que eu devia ter ouvido melhor minhas tias falando: Querida, quando você chegar aos 20 sua vida vai passar num piscar de olhos e você vai começar a mentir a idade pra ver se retarda sua velhice!
Hoje, aos 24 anos, formada em Direito, sem rumo da vida, todo dia eu acordo e rezo, antes de abrir os olhos, pedindo que nada disto seja verdade. Que seja apenas um pesadelo!!!! Que eu seja criança ainda e que esteja apenas brincando de ser gente grande!!! Pena que ao abrir os olhos, percebo que esta é a minha realidade.
É meus queridos, a realidade dói e é muito, mas muito dura!!! Ainda mais depois que tudo o que você idealizava quando era criança ainda não se realizou. Eu, por exemplo, quando era menor pensava em já ter minha independência com 24 anos, estar morando sozinha, com 25 casar e com 26 ter filhos. Ih.... Pelo andar da carruagem, vou ter minha independência com 26, morar sozinha com 28, casar com 30 e ter filhos com 32!!!! Ah não!!!!! Que merda sem fim!!!!
Enfim, é parar de se lamentar e continuar a estudar pra poder passar em um concurso e poder tocar esta vida de gente grande pra frente!!! Aliás, alguém aí entende sobre erro de tipo, excludentes de ilicitude, lei 8.112, administração direta, indireta, nacionalidade, ADIN, ADC...? 


(Texto escrito em 12/11/2006. Obs.: Tenho 5 meses e 21 dias para ainda me casar com 30 anos! E ainda continuo com a ideia de ter um filho com 32 anos. Tenho que correr!)

Já que tudo tem um começo...

Como tudo nesta vida começa com"era uma vez..."
Era uma vez uma menina sapeca de Brasília, com uma personalidade invejada por muitos e odiada por poucos...
Talvez seria desta forma que eu começaria escrever sobre mim, mas o problema é que me falta inspiração. Apesar de achar que escrever é um dom, muitas vezes acho que é apenas costume. Então, seguindo este meu costume, resolvi retomar uma ideia que sempre tive mas nunca tive coragem, pois acho que a vergonha falava mais alto.
Sempre fui uma boa aluna de português e o que era um martírio para muitos, para mim era super fácil: escrever redações. Comecei escrevendo nas aulas de redação. Sabe aquelas aulas chatas que o professor dá um tema e você tem que quebrar a cabeça pra escrever? Eu quebrava a cabeça, não era fácil, mas no final dava tudo certo. Sempre achava minhas redações horríveis, mas quando as recebia corrigidas, lá estava a minha surpresa: nota 10 com louvor!
Várias professoras falavam que eu poderia ser uma escritora, mas pra mim isto não passava de loucura.
O tempo foi passando, minha necessidade de escrever foi aumentando. Normalmente escrevia sobre algum assunto que estava me incomodando, me deixando triste. Outras vezes, escrevia sobre qualquer besteira.
Até que um dia resolvi mostrá-los para minha família. Claro, não faltaram elogios!
Desde então, já escrevi muita coisa. Vários textos já foram para o lixo, outros guardei só não sei onde estão, mas alguns publicarei aqui.
O primeiro a ser publicado será um que escrevi em 12/11/2006.  Vocês verão que muita coisa de lá pra cá não mudou nada e muitos dos meus problemas existenciais continuam sendo os mesmos.
Enfim, para não me alongar, tentarei fazer uma mistura de textos antigos com textos novos, para não ficar algo tão nostálgico no começo.
Espero que gostem, comentem e façam críticas!
Beijos,
Ana de Oliveira (escritora amadora e super envergonhada!)