segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Acreditem, o horóscopo às vezes está certo!



Quem nunca se pegou olhando a parte do horóscopo no jornal do dia? Agora, quem nunca acessou um site esotérico para ver se seu signo combina com o daquele(a) gatinho(a) que você conheceu?
Pasmem, se eu fosse vocês começavam a dar mais créditos a esses sites, pois eles acertam ou, pelo menos, no meu caso acertaram.
No começo de 2008 conheci uma pessoa em uma viagem que fiz para a Bahia. Apesar de fisicamente não me atrair, mas juntando aquele calor baiano e aquele clima de confraternização de começo de ano, acabamos “ficando”. Um beijo e nada mais, nem troca de telefone nem e-mail, afinal morávamos na mesma cidade e seria muito fácil nos reencontrar. Não deu outra, quando voltei depois de passar 45 dias na Bahia, o “dito cujo” já tinha me adicionado no fofORKUT, deixado recado falando que iria se mudar, perguntado sobre meu papagaio e se meu pai tinha boi. Tudo tão rápido que nem surtiu em mim interesse de saber mais sobre aquele cara esquisito, “monocelha”, beiçudo e com cara de árabe (ou seria turco?).
Os meses de 2008 foram passando e esse fofoqueiro do ORKUT me delatou em pleno mês de Setembro. Por causa de uma insônia que me atacou, o “dito cujo” descobriu que eu vivia na internet de madrugada e começou a trocar mensagens comigo. Já que de madrugada nunca tem nada pra fazer, resolvi perder meu precioso tempo com o turco (ou seria árabe?). Conversa vai, conversa vem, o cara tentando ser interessante (e pior que estava sendo), não é que acabou despertando um interesse em mim de saber o que as Arábias poderiam me oferecer?
Final de outubro ele tirou férias e veio visitar a família. É claro que não perdemos tempo, nos reencontramos e passamos dias muito bons e divertidos. A sintonia era grande, o cara que não me atraía passou a ser o mais lindo do mundo, a “monocelha” passou a ser charme, o “beiço” a ser almofadinha e Turco ou Árabe pra mim não fazia diferença!
Tudo era tão novo que só podia ser coisa dos Astros. No mesmo dia fui pesquisar para ver se estava acontecendo algo de diferente no Universo (planetas alinhados, chuva de meteorito, eclipse lunar, solar, etc.). Para tristeza minha, nada de diferente acontecendo! Então me veio aquele estalo: HORÓSCOPO! Fácil, só perguntar pro “cabelo de moicano”qual era seu signo e ascendente e fazer a combinação com o meu. Muito feliz
Lá fomos nós dois jantar num restaurante japonês e, no meio de uma conversa ao som de Amy Whinehouse, a pergunta que não queria calar em minha cabeça foi feita. Signo do turco: Áries com ascendente em Capricórnio! AHHHHH não, duplamente chifrudo igual a mim, mas com uma diferença, eu sou touro com ascendente em touro. Ih, isso não me cheirou nada bem... Chifres quando se enroscam sai briga na certa! Bico calado
Cheguei em casa e fui logo acessando um site famoso sobre signos e vejam o que saiu:
Touro X Áries
Esta relação está entre as mais complicadas. A teoria de que os pólos opostos se atraem vale muito nesta combinação. Mas, assim como os opostos se atraem, também enfrentam problemas por causa da diferença que existe entre os dois. Você pode ser uma pessoa terna quando recebe atenção, só que isso é difícil ao lado de Áries. Contestador, este signo vai mexer com os desejos, mas os seus nervos também vão se manifestar. Se você jogar sua famosa teimosia pra cima dele, vai receber o troco na certa. Mas, se conseguirem superar os problemas, vão curtir a intimidade. Sexualmente, a relação tem muito fogo.
Como uma boa Taurina, minha intuição nunca falha. Depois que li isto, tudo começou a andar mal. A felicidade que reinava entre a gente acabou com o aparecimento de uma mulher com nome de travesti, cara de cavalo, sorriso amarelo e com signo de cobra com ascendente em piranha. O “barbudo charmoso” passou a ser o Osama Bin Laden destruidor de coração com ataques terroristas constantes! Às vezes ele agia, mas a maioria das vezes se silenciava em seu mundo (na cidade onde estava morando) e raramente dava notícias. Arrombou um coração e sumiu sem dar sinal. A duplamente taurina, ficou sem saber o que tinha realmente acontecido apesar de por dentro saber que a causa de toda essa turbulência tinha um nome de travesti. Nervoso 
Passados cinco meses, o “não mais barbudo mas ainda com cabelo de moicano” retornou a sua cidade de origem. No primeiro dia quis me encontrar, lá fui eu... Acabei descobrindo que realmente o horóscopo estava certo, nossa relação é uma das mais complicadas, apenas sexualmente que pega fogo. Nunca poderia haver um relacionamento SINÉRGICO entre nós dois. Talvez Áries com ascendente em Capricórnio combine mais com Cobra com ascendente em Piranha que com o meu signo. Decepção 
Hoje ele retornou ao posto que ocupava antes: esquisito, “monocelha” e beiçudo. E agora, mais do que nunca, resolvi perguntar o signo das pessoas antes de me relacionar. Melhor saber quem é compatível comigo que cair de cabeça num relacionamento que até o horóscopo mais fuleiro está dizendo que não vai dar certo!
Para quem é de touro, aí vai uma dica: nós combinamos com as pessoas do signo de capricórnio, peixes, câncer e virgem! Então, agora além de fazer cara crachá, a onda vai ser perguntar o signo antes de tudo!
Ah, e antes que eu me esqueça, continuei não sabendo se o cara tem origem Turca ou Árabe! Hahahahahahahha Rindo a toa


Texto escrito no dia 15/04/2009

sábado, 22 de dezembro de 2012

Homenagem à Carla e Paulo


Dia 05/10/2012 recebi uma missão quase impossível. Carla liga dos Estados Unidos e diz o seguinte:

- Nega, estou fazendo um site do meu casamento, você escreve um texto sobre o casal?
Na hora, sem pensar, respondi:
- Claro!
Ela logo disse tchau e desligou o telefone no jeito Carla de ser. Parei pra pensar e cheguei a seguinte conclusão: me ferrei! 
Sinceramente, respondi no supetão e nunca imaginei o quão difícil seria escrever sobre os dois, ainda mais escrever sobre o amor, algo que nunca experimentei na vida. Quer dizer, amor entre homem e mulher, pois amor de irmã, de tia, de filha, lógico que sei e talvez seria até mais fácil escrever sobre, mas AMOR DE UM CASAL, FALAR SOBRE CASAMENTO... realmente, missão dificílima.
Mas, assim como “todo evento que o ser humano pode imaginar é uma realidade que pode acontecer” e tudo que é perceptível também pode ser expresso em palavras... cá estou. Se os dois podem sentir o amor um pelo outro, eu posso descrevê-lo com os anos que convivi com eles, com ou sem equívocos! O que me ocorre é que normalmente utilizo-me da própria palavra para me expressar, mas quando tenho algo um pouco mais complexo, me faltam vocábulos... Desta forma, resolvi incorporar uma metalinguista ou talvez, alguma pessoa que estivesse prestes a se casar para tentar colocar a emoção certa que este texto merece. Não sei se conseguirei, mas tentarei ser o mais coerente possível com tal sentimento.
Lembro-me como se fosse hoje o dia que Carla e Paulo se conheceram, ou talvez tiveram o primeiro contato real, pois eles já estudavam na mesma escola e a Carla já havia me falado sobre ele diversas vezes. Foi no ano de 2002, na festa junina do Country Clube. Estávamos eu, Carla, Luisa e outra colega nos divertindo quando o Paulo se aproximou e puxou assunto com a Carla. Na realidade, nem prestei muita atenção. Vi aquele menino com carinha de bebê jogando aquele “xaveco” na minha irmã e fiquei na minha. Logo ele a chamou para dar uma volta, foram para perto da fogueira e lá, naquele lugar romântico, ele deu o “bote”. Rolou o primeiro beijo entre o casal.
Tão novinhos, tinham 18 anos na época. Acho que a fogueira realmente teve algum efeito sobre os dois, pois como já dizia Luiz de Camões: “O amor é fogo que arde sem se ver. É ferida que dói e não se sente...”. E neste dia ardeu, e doeu, e nada se sentiu, afinal era amor brotando naqueles dois corações tão puros!
Os anos se passaram, eu os acompanhei em várias situações boas, ruins e insubstituíveis! Presenciei a primeira vez que o Paulo chegou em nossa casa e foi logo abrindo a geladeira (menino abusado!), como a vez que minha mãe falou que ia bancar o dia dos namorados para eles, afinal dois estudantes e desempregados! Presenciei várias cenas de amor mútuo, carinho e briguinhas. Términos de namoro que não passavam de um dia e muitos, mas muitos dias de risadas entre os dois (cenas lindas de se ver!). 
Hoje, depois de 10 anos, chego à conclusão que estes dois foram feitos um para o outro. Basta um dia ao lado deles para vermos como a paixão e a intensidade do sentimento entre eles continuam o mesmo. É lindo vê-los brincando um com o outro, a Carla passando susto no Paulo, ele a chamando de Nega e ela o chamando de Príncipe. Os dois inventando músicas e coreografias como duas crianças. Enfim, é emocionante vê-los crescendo e ganhando a vida juntos.
Foi acompanhando os dois nesta trajetória que percebi que eles não sintetizam e nem banalizam o significado do amor como diversos casais que conheço. Para a Carla e para o Paulo, o “eu te amo” não é simples, para eles não falta disposição para buscarem palavras novas para atribuir ao amor o sentido complexo que o define assim como os grandes poetas o fizeram. 
Para eles, amar supõe evoluir todos os dias, conhecer o outro cada vez melhor, construir um lugar no mundo em que as pessoas que os rodeiam sentirão que ali existe vida, carinho sincero e vontade de acertar.
Objetivando não ir contra a complexidade do sentimento deste lindo casal, permito-me tentar utilizar um trecho do poema “As sem-razões do amor” de Carlos Drummond de Andrade para dizer que o amor dos dois transpõe o simples “Eu te amo” e ao utilizá-lo elevo o sentimento deles a algo sublime – raro e único o qual eu gostaria de viver um dia, quem sabe?!
“Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.(...)”
Enfim, desculpem-me se eu estiver completamente equivocada, pois talvez o amor não pode ser descrito com palavras já existentes, então, neste caso, eu deveria criar um novo vocabulário só para tentar descrever o amor entre estes dois, mas fica aqui minha contribuição da tentativa sem reduções, adequações ou equívocos!

Texto escrito no dia 8/10/2012

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Personalidade reduzida à reputação


Em uma conversa com uma amiga, ela me fez a seguinte pergunta:

- Amiga, você me acha brava?
- Ora, pois, acho que sim! Aliás, todos nós ficamos bravos uma hora, a não ser que a pessoa tenha sangue de barata.
Com o desenrolar da conversa compreendi a tal pergunta feita e o porquê dela ter sido feita.
Fico impressionada como as pessoas se apegam às aparências e fazem seus pré-julgamentos. (Longe de mim, querer dar uma de boa samaritana, pois não sou, faço a mesma coisa! ).
Fiquei pensando sobre o assunto e pensando sobre esta minha amiga. Gente, brava realmente ela não é. Pode às vezes dar uns foras em pessoas inconvenientes, falar o que pensa, ser irônica e sarcástica (as duas últimas qualidades que mais gosto nela), mas brava?? De jeito nenhum! Acho que estas pessoas confundiram traços da personalidade com um adjetivo que é momentâneo. Não existe pessoa brava o tempo todo!
Pensando sobre ela, minha mente fez um mexerico e comecei a pensar sobre mim. Quantas vezes já ouvi assim: Ana, você é barraqueira! Você é grossa! Você é doida!
Que diabos! O que tem as pessoas sempre te julgarem e darem adjetivos pejorativos à sua personalidade? Pelo amor de Deus! Acordem!
Criticam tudo: o meu comportamento, a minha personalidade, as minhas maneiras, cada centímetro...da cabeça aos pés, dos pés à cabeça!
Falar o que penso, ter coragem de fazer coisas que mais da metade da sociedade não tem, quer dizer que sou doida? Jamais! Confundiram sinceridade e coragem com loucura!
Não levar desaforo pra casa e não aceitar ignorância é ser barraqueira? Não! Me defendo e não dou ousadia pra ninguém querer levar vantagem em cima de mim.
Já chega! Tenho consciência de ser autêntica e ter a personalidade fortíssima, não preciso de ninguém me imputando uma reputação a qual não me pertence. 
O tal ditado: quem faz fama deita na cama, definitivamente não é pra mim. Não fiz fama de nada, apenas as pessoas que até veem o lado bom da minha personalidade, mas por ser mais cômodo ou as incomodarem, insistem em dizer que é algo negativo. Talvez se se esforçassem, veriam a Ana que é extrovertida, engraçada, companheira, amiga, características que andam grudadas com minha personalidade forte.
Como já dizia Caetano Veloso na música Dom de Iludir: cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.
Então, o recado fica dado, eu sei a dor e a delícia de ser o que sou. E o que seria de mim se eu não fosse eu? 
Como dia desses ouvi de uma pessoa: ESTE É O JEITO ANA DE SER!


Texto escrito em 30/10/2012.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Gordinhos e gordinhas do meu Brasil!


Acho que Deus fez tudo ao contrário! Devia ter feito assim: quem mais comesse ficaria magro, quem menos comesse ficaria gordo.
Como assim, Ele fez nós, seres humanos, para nascer, crescer, procriar, morrer e no decorrer disto tudo, comer?? Eita sacanagem!!! Assim não dá, aguentar tanta tentação é castigo, só pode!!
Dia destes estava no restaurante com minha mãe e comentei o quanto era bom saborearmos uma comida boa. Aquelas cheias de gordura, sal, açúcar e, tudo o que os médicos vivem nos dizendo para evitar. É uma sensação sem igual! Não sei quanto a vocês, mas quando como algo que realmente gosto, fecho até os olhos para ver se sinto melhor o gosto. (É, acho que uma vez ouvi dizer que quando a gente deixa de ter um dos sentidos, os outros ficam mais aguçados. Acho que deve ser lorota, mas que é bom fechar os olhos quando se come, ah isto é bom demais!).
Enfim, no meio da conversa com minha mãe, minha irmã chega e fala:
-Ah nem gosto tanto de comer, como por obrigação!
Nossa, nessa hora me veio um peso na consciência sem igual. Será que eu sou uma pecadora??? Devo cometer todos os dias um dos sete pecados capitais, a gula! Na mesma hora comecei a pensar que não devia ter comido aquela torta alemã de sobremesa, que eu devia era ter deixado o olho grande, a gula e a pança de lado e ter me satisfeito com uma mísera e sem graça salada de frutas...
Voltei pra casa triste, cabisbaixa e muito pensativa. Comecei a lembrar o que meu nutricionista sempre falava: não comer muito doce, evitar gordura, fritura, comer muita salada, não comer carboidrato de noite, comer de 3 em 3 horas,fazer algum exercício físico, etc, etc. No fim, de tanto matutar, cheguei à conclusão que eu teria que comer apenas salada e frango grelhado. Ah! Sem contar que a salada não poderia ter tomate (a única coisa que gosto de uma salada) porque dia desses li que no tomate existem substâncias cancerígenas.
Hum...será que vale tanto a pena assim me sacrificar deste jeito pra me colocar de acordo com que a sociedade impõe?
Ih, pensando bem, esta vida de viver de dieta não está com nada. Comer só salada e frango grelhado vai me fazer ficar magra que nem um pau, sem contar que não vou manter minhas bordinhas de catupiry que tanto amo e que muitos amam! Quer saber de uma coisa?? Dane-se!!Vou continuar pecando na gula. Afinal, ouvi dizer que comer é um dos melhores prazeres da vida e, as magrinhas que me desculpem, ser gordinha, comer e ter prazer comendo é essencial!


Texto escrito em 13/11/2006

sábado, 1 de dezembro de 2012

Português bem "dizido" e "escrivinhado"


Na semana em que a notícia de que o Brasil ficou em penúltimo lugar no ranking da educação foi muito comentada, resolvi escrever algo acerca do português bem “dizido e escrivinhado” que andei vendo tanto nas redes sociais quanto no meu dia-a-dia.
                A meu ver, é um fato que o português é um dos idiomas mais difíceis de aprender. Nem mesmo nós, brasileiros, sabemos usá-lo corretamente. Claro! Tantas conjugações verbais, adjuntos adverbiais, adjuntos adnominais, mesóclises, próclises, S, SS, Ç, enfim, tanta regrinha, há de convir que seria quase impossível decorarmos tudo. Tudo bem errar uma coisa aqui ou outra ali, mas existem erros que doem meus olhos e me fazem acreditar que as pessoas estão literalmente assassinando nosso belo e querido idioma.
                Hoje mesmo, cheguei em casa e minha mãe veio rindo e falando que eu devia ler uma lista de coisas para comprar que nossa empregada escreveu. Peguei o pedaço de papel e comecei a ler. Meus Deus! Foi difícil decifrar o que ela queria. Seguem os itens da lista:
- Brabili
- Paça bem ropa
- Limpa vrido
- Véija
- Limpa forno (ufa, deu uma bola dentro!)
- Alifasa
- Carme
- Tomati
- Covo
- Sefola
- Jilibela (eu me matei de rir com este)
- Xuxu
- Cenhora
                E no final, ela escreveu: EU AIXO QUE SO ISO!
                Tá bom, concordo que ela é uma pessoa de pouca instrução, mas mesmo assim não sei qual meu sentimento: pena ou raiva. Não! Não é raiva dela, mas sim de ver por este exemplo o porquê do Brasil estar em penúltimo colocado no ranking da educação.
                Agora tenho outro exemplo, FACEBOOK, rede social onde normalmente as pessoas escrevem o que pensam e dão suas opiniões sobre certos assuntos. Minha lista de amigos nesta rede social é composta por uma maioria de pessoas que foram educadas em colégios particulares e que são formadas em algum nível superior, mas mesmo assim ainda vejo coisas bizarras! Um amigo meu, advogado, dia desses escreveu a seguinte palavra: TEMÇO! O que ele quis dizer? Sinceramente, prefiro pensar que ele estava fazendo alguma brincadeira com a palavra TENSO e não consigo acreditar que ele tenha dado este fora, me recuso terminantemente a acreditar que ele realmente errou a grafia da palavra. Outro colega, policial federal, escreveu SERVEJA. Depois de vários comentários de amigos dele fazendo brincadeirinhas falando que ele escreveu errado, ele se desculpou dizendo: gente, eu sei que é com C, mas insisto em escrever com S. “Pelamor” de Dadá! Meu querido, você sabe que a palavra se escreve com C e dá atestado de burrice em plena rede social!? Como assim? E tenho vários outros exemplos como: óclus, em gessado, estes que me lembro por agora.
                 No final, não sei qual o erro mais aceitável. Na minha humilde opinião, são menos vergonhosos os erros da minha empregada, afinal percebe-se que a alfabetização dela foi falha e a coitada se comunica da forma que pode. Agora destes meus amigos? Vergonhoso e inconcebível! Dá vontade de dar um “pescotapa”, mandar acordar pra vida e voltar a estudar português!
                Enfim, para não me alongar demais, dou um conselho: leitura não faz mal a ninguém e a pessoa aprende bastante! Quer escrever melhor? Leia, leia tudo que puder, pois tudo é válido pelo menos para aprender a grafia correta das palavras.
                Agora, para vocês que querem saber a tradução da lista de compras da minha empregada, aí vai:
- Brabili = Bombril
- Paça bem ropa = Passa Bem – Roupa
- Limpa vrido = Limpa Vidro
- Véija = Veja
- Limpa Forno
- Alifasa = alface
- Carme = carne
- Tomati = Tomate
- Covo = ovo
- Sefola = Cebola
- Jilibela = BERINJELA
- Xuxu = chuchu
- Cenhora = Cenoura

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A pedrinha da sorte



Dia 27 de novembro de 2012, dia comum como todos os outros a não ser por uma notícia que aparentemente era bem inútil.

Site da Globo.com – meninos refazem foto de quando eram crianças e mostram que seus desejos se realizaram. A foto era simples, dois meninos. O menor estava vestido de bombeiro e outro, mais velho, pelo que pude perceber vestido de oficial do exército ou algo semelhante. Depois de anos eles refizeram a mesma foto, mas desta vez os dois realmente tinham alcançado o sonhado desejo de se tornarem bombeiro e oficial do exército.
Incrível como uma notícia tão inútil me fez pensar bastante sobre a minha vida. Nem se eu quisesse recriar uma foto antiga, eu poderia, afinal nada do que imaginei se concretizou. 
A verdade é o seguinte, acho que entrei na crise dos trinta. Quem disser que nunca passou ou que nunca passará, desculpe-me ser bastante sincera, mas, SIM, você passou ou irá passar por esta crise. Pode ser aos 29 ou até aos 32, mas que bate um desespero, bate! Umas passam super bem e nem sentem, outras, como eu, passam e sofrem!
Sofro pelo simples fato de querer ser MÃE, de querer morar sozinha, de querer viajar, de querer ter o emprego que tanto sonhei, de querer estar feliz, de querer ser feliz, por querer mudar de cidade, por querer conhecer pessoas novas com outros conceitos, enfim é um sofrimento que as pessoas não entendem, mas o que eu posso fazer se o que se passa dentro de mim é tão confuso?
E neste turbilhão de sentimentos, aparece um ser tão pequeno e iluminado chamado Marcelo Yukio, meu sobrinho. Na sua inocência, me vendo triste dentro do quarto, me entrega uma pedrinha e diz:
- Titia Nana, esta é a pedrinha da sorte. Tudo o que você quiser, pede pra ela que todos os seus desejos irão se realizar!
Com estas palavras ele me tirou lágrimas dos olhos e me fez ver o mundo da forma que ele próprio vê: simples!
A partir de hoje, a pedrinha da sorte irá andar comigo, pois se ele falou, vai dar certo! Meus desejos irão se realizar!

Por Ana de Oliveira (tia mais boba e chorona do planeta)





Texto escrito no dia 27/11/2012

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Cansei desta vida de gente grande!


Estes dias estava pensando como o tempo passa e como a vida vai complicando.
Dia desses eu era uma criança "catarrenta" correndo de um lado para o outro. Subia nas árvores, brincava na rua de queimada e a única coisa que me preocupava eram os "deveres" de casa que a tia mandava fazer .(Deveres de casa, aqueles de seguir pontinhos com o lápis, pintar os desenhos um de cada cor, etc... suuuuuper difícil)!
Aí, o tempo foi passando. A criança que com 10 anos tinha 1,70 de altura, foi virando "mocinha", aborrecente, adolescente. Primeiro grau, segundo grau... O incrível é que quanto mais o tempo passava, mais velha eu queria ficar.
Quem nunca ficou torcendo para fazer 15 anos e viajar pela primeira vez sozinha, com os amigos e, ainda por cima, pra fora do Brasil???
E quando chegávamos aos 17 anos, torcíamos pra chegar logo o dia de fazermos 18 anos para podermos tirar a carteira de motorista e ganhar aquele carro que a gente sempre sonhou.
É, bem que eu devia ter ouvido melhor minhas tias falando: Querida, quando você chegar aos 20 sua vida vai passar num piscar de olhos e você vai começar a mentir a idade pra ver se retarda sua velhice!
Hoje, aos 24 anos, formada em Direito, sem rumo da vida, todo dia eu acordo e rezo, antes de abrir os olhos, pedindo que nada disto seja verdade. Que seja apenas um pesadelo!!!! Que eu seja criança ainda e que esteja apenas brincando de ser gente grande!!! Pena que ao abrir os olhos, percebo que esta é a minha realidade.
É meus queridos, a realidade dói e é muito, mas muito dura!!! Ainda mais depois que tudo o que você idealizava quando era criança ainda não se realizou. Eu, por exemplo, quando era menor pensava em já ter minha independência com 24 anos, estar morando sozinha, com 25 casar e com 26 ter filhos. Ih.... Pelo andar da carruagem, vou ter minha independência com 26, morar sozinha com 28, casar com 30 e ter filhos com 32!!!! Ah não!!!!! Que merda sem fim!!!!
Enfim, é parar de se lamentar e continuar a estudar pra poder passar em um concurso e poder tocar esta vida de gente grande pra frente!!! Aliás, alguém aí entende sobre erro de tipo, excludentes de ilicitude, lei 8.112, administração direta, indireta, nacionalidade, ADIN, ADC...? 


(Texto escrito em 12/11/2006. Obs.: Tenho 5 meses e 21 dias para ainda me casar com 30 anos! E ainda continuo com a ideia de ter um filho com 32 anos. Tenho que correr!)

Já que tudo tem um começo...

Como tudo nesta vida começa com"era uma vez..."
Era uma vez uma menina sapeca de Brasília, com uma personalidade invejada por muitos e odiada por poucos...
Talvez seria desta forma que eu começaria escrever sobre mim, mas o problema é que me falta inspiração. Apesar de achar que escrever é um dom, muitas vezes acho que é apenas costume. Então, seguindo este meu costume, resolvi retomar uma ideia que sempre tive mas nunca tive coragem, pois acho que a vergonha falava mais alto.
Sempre fui uma boa aluna de português e o que era um martírio para muitos, para mim era super fácil: escrever redações. Comecei escrevendo nas aulas de redação. Sabe aquelas aulas chatas que o professor dá um tema e você tem que quebrar a cabeça pra escrever? Eu quebrava a cabeça, não era fácil, mas no final dava tudo certo. Sempre achava minhas redações horríveis, mas quando as recebia corrigidas, lá estava a minha surpresa: nota 10 com louvor!
Várias professoras falavam que eu poderia ser uma escritora, mas pra mim isto não passava de loucura.
O tempo foi passando, minha necessidade de escrever foi aumentando. Normalmente escrevia sobre algum assunto que estava me incomodando, me deixando triste. Outras vezes, escrevia sobre qualquer besteira.
Até que um dia resolvi mostrá-los para minha família. Claro, não faltaram elogios!
Desde então, já escrevi muita coisa. Vários textos já foram para o lixo, outros guardei só não sei onde estão, mas alguns publicarei aqui.
O primeiro a ser publicado será um que escrevi em 12/11/2006.  Vocês verão que muita coisa de lá pra cá não mudou nada e muitos dos meus problemas existenciais continuam sendo os mesmos.
Enfim, para não me alongar, tentarei fazer uma mistura de textos antigos com textos novos, para não ficar algo tão nostálgico no começo.
Espero que gostem, comentem e façam críticas!
Beijos,
Ana de Oliveira (escritora amadora e super envergonhada!)