segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Personalidade reduzida à reputação


Em uma conversa com uma amiga, ela me fez a seguinte pergunta:

- Amiga, você me acha brava?
- Ora, pois, acho que sim! Aliás, todos nós ficamos bravos uma hora, a não ser que a pessoa tenha sangue de barata.
Com o desenrolar da conversa compreendi a tal pergunta feita e o porquê dela ter sido feita.
Fico impressionada como as pessoas se apegam às aparências e fazem seus pré-julgamentos. (Longe de mim, querer dar uma de boa samaritana, pois não sou, faço a mesma coisa! ).
Fiquei pensando sobre o assunto e pensando sobre esta minha amiga. Gente, brava realmente ela não é. Pode às vezes dar uns foras em pessoas inconvenientes, falar o que pensa, ser irônica e sarcástica (as duas últimas qualidades que mais gosto nela), mas brava?? De jeito nenhum! Acho que estas pessoas confundiram traços da personalidade com um adjetivo que é momentâneo. Não existe pessoa brava o tempo todo!
Pensando sobre ela, minha mente fez um mexerico e comecei a pensar sobre mim. Quantas vezes já ouvi assim: Ana, você é barraqueira! Você é grossa! Você é doida!
Que diabos! O que tem as pessoas sempre te julgarem e darem adjetivos pejorativos à sua personalidade? Pelo amor de Deus! Acordem!
Criticam tudo: o meu comportamento, a minha personalidade, as minhas maneiras, cada centímetro...da cabeça aos pés, dos pés à cabeça!
Falar o que penso, ter coragem de fazer coisas que mais da metade da sociedade não tem, quer dizer que sou doida? Jamais! Confundiram sinceridade e coragem com loucura!
Não levar desaforo pra casa e não aceitar ignorância é ser barraqueira? Não! Me defendo e não dou ousadia pra ninguém querer levar vantagem em cima de mim.
Já chega! Tenho consciência de ser autêntica e ter a personalidade fortíssima, não preciso de ninguém me imputando uma reputação a qual não me pertence. 
O tal ditado: quem faz fama deita na cama, definitivamente não é pra mim. Não fiz fama de nada, apenas as pessoas que até veem o lado bom da minha personalidade, mas por ser mais cômodo ou as incomodarem, insistem em dizer que é algo negativo. Talvez se se esforçassem, veriam a Ana que é extrovertida, engraçada, companheira, amiga, características que andam grudadas com minha personalidade forte.
Como já dizia Caetano Veloso na música Dom de Iludir: cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.
Então, o recado fica dado, eu sei a dor e a delícia de ser o que sou. E o que seria de mim se eu não fosse eu? 
Como dia desses ouvi de uma pessoa: ESTE É O JEITO ANA DE SER!


Texto escrito em 30/10/2012.

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